Cheguei cansado de uma viagem, mas fui correndo pra casa do meu amigo Mario, lá ele fazia uma festa de bota-fora, que significa: “Vou embora e pela ultima vez na vida quero ver vocês!”.
Chegando a festa já pude observar meu amigo Duran cercado por latinhas de cerveja e uma garrafa de vodka (Balalaika) estava mais pra lá de Teerã do que qualquer aiatolá.
Ele veio virando as pernas em forma de exame psicotécnico com um violão em suas mãos e me dizendo: “Toque alguma coisa”, e eu meio sem jeito peguei o Tonante e comecei a cantar com meu amigo, o repertorio começou por Caetano passando por Almôndegas até chegar a Luan Santana, tudo puxado pelo alto amigo.
A certa altura, enquanto eu tocava Amado Batista, ele se virou para Camila, sua amiga, e começou a chorar, neste momento resolvi voltar a minha casa.
Peguei as chaves do carro e fui até a direção, Duran entrou no meu lado e disse: “Amigo se você estiver como eu, espere mais um pouco”, esperei em respeito a ele, claro nessa altura eu é que não vou contrariar.
Duran correu para o banheiro e começou a colocar todas as magoas afogadas para fora, em uma pia, que nessa altura ele pensava que era um balde. Mario, o anfitrião preocupado, corria de um lado pra outro enquanto Duran ria em sua cama rolando de um lado pra outro, peguei Duran e fui leva-lo até o carro, no trajeto caiu umas três vezes.
Chegando a casa, Alaor, seu pai, já imaginava que o filho estava mau, Duran passou reto por ele e foi direto dormir, já que no outro dia seria mesário.
Mario já nos convidou para um outro churrasco em sua casa, dessa vez para ficar de olho em Duran, eu em to fora!
(Elian Woidello)
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