quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Astrologia parte 1

Muita gente sai atrás de fazer seu mapa astral, certa vez uma astróloga me disse que depois de feito o mapa astral eu Elian seria o responsável por meus atos, fiquei remediando, pois não queria sair da menoridade astrológica.
O mais engraçado disso é que existe gente que não casa por causa de signos, um amigo meu não sai de casa sem escutar o horóscopo (que nos tempos de produtor de radio eu escrevia) em seu radia-relógio.
Até que a curiosidade matou o gato e eu fui a procura de um conselho hermético e espiritual.
Primeiramente você tem que dar todos os seus dados, como declaração de imposto de renda, nome completo como na certidão de nascimento, data de nascimento, hora e local, e como um imposto de renda tive que pagar uma quantia por baixo uns duzentos reais, mas é claro paguei porque quis ao contrário do leão da receita.
Depois de esperar algumas semanas vem o resultado, ainda bem que não são nove meses, o signo sagitário: Sou alegre e bêbado, ascendente câncer: mas minha personalidade é triste e sóbria, mercúrio é capricórnio: as pessoas me vêem como alguém realista, Vênus aquário: lá no fundo sou sonhador e frio, vingativo fica por conta de meu Marte em escorpião, mas o perdão por meu Júpiter em câncer este que é oprimido por meu Saturno em capricórnio que por sua vez se vê ameaçado por um emotivo Netuno em câncer que se contradiz por conta de um lado mau, Plutão em escorpião por fim minha lua deu em câncer amo a família e tudo mais.
Confesso que não teria notado nada disso antes do meu mapa, alias nem imaginado, ainda bem que não tenho nada em leão se não iria me achar. Ainda bem sou perfeito!
(Elian Woidello)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bota fora do Mario

      Cheguei cansado de uma viagem, mas fui correndo pra casa do meu amigo Mario, lá ele fazia uma festa de bota-fora, que significa: “Vou embora e pela ultima vez na vida quero ver vocês!”.

      Chegando a festa já pude observar meu amigo Duran cercado por latinhas de cerveja e uma garrafa de vodka (Balalaika) estava mais pra lá de Teerã do que qualquer aiatolá.
      Ele veio virando as pernas em forma de exame psicotécnico com um violão em suas mãos e me dizendo: “Toque alguma coisa”, e eu meio sem jeito peguei o Tonante e comecei a cantar com meu amigo, o repertorio começou por Caetano passando por Almôndegas até chegar a Luan Santana, tudo puxado pelo alto amigo.
       A certa altura, enquanto eu tocava Amado Batista, ele se virou para Camila, sua amiga, e começou a chorar, neste momento resolvi voltar a minha casa.
       Peguei as chaves do carro e fui até a direção, Duran entrou no meu lado e disse: “Amigo se você estiver como eu, espere mais um pouco”, esperei em respeito a ele, claro nessa altura eu é que não vou contrariar.
Duran correu para o banheiro e começou a colocar todas as magoas afogadas para fora, em uma pia, que nessa altura ele pensava que era um balde. Mario, o anfitrião preocupado, corria de um lado pra outro enquanto Duran ria em sua cama rolando de um lado pra outro, peguei Duran e fui leva-lo até o carro, no trajeto caiu umas três vezes.
       Chegando a casa, Alaor, seu pai, já imaginava que o filho estava mau, Duran passou reto por ele e foi direto dormir, já que no outro dia seria mesário.
       Mario já nos convidou para um outro churrasco em sua casa, dessa vez para ficar de olho em Duran, eu em to fora!

(Elian Woidello)